Em 2015, três arquitetos lisboetas perceberam que algo estava a desaparecer da cidade que amavam.
Durante anos, assistimos à substituição sistemática de azulejos históricos por revestimentos genéricos. Proprietários bem-intencionados, pressionados por prazos e orçamentos apertados, optavam pela solução mais rápida sem compreender o valor do que estava a ser perdido.
Não se tratava apenas de estética. Cada painel azulejar removido representava técnicas artesanais extintas, padrões irrepetíveis e memórias visuais de gerações anteriores.
Antes de qualquer intervenção, estudamos a composição material, o período histórico e as técnicas originais de produção. Só assim podemos garantir restauros que respeitam a autenticidade.
Trabalhamos com artesãos ceramistas portugueses que ainda dominam processos tradicionais de cozedura e esmaltagem, assegurando continuidade técnica.
Cada projeto é acompanhado de registo fotográfico completo e relatório técnico, criando um arquivo que pode ser útil para futuras gerações.
Acreditamos que a preservação patrimonial não deve ser um luxo inacessível. Por isso, desenvolvemos metodologias que equilibram rigor técnico com viabilidade económica.
Recusamos a lógica da réplica exata quando esta implica custos proibitivos. Em vez disso, procuramos soluções que capturam a essência visual e material do original, permitindo que mais proprietários possam manter as suas fachadas vivas.
A equipa combina arquitetos especializados em conservação, historiadores de arte com foco em azulejaria portuguesa e técnicos de restauro certificados. Esta diversidade permite-nos analisar cada projeto sob múltiplas perspetivas.